Archive for October, 2007

Matemática Concreta

Aqui em São Carlos tem um sebo muito legal chamado Outros Contos. Eu costumo ir pelo menos uma vez por mês lá, e ontem foi uma dessas idas. Mas o sebo tinha mudado de local!

Após muitas voltas, eu e o Frank achamos o novo lugar. Parece que a casa onde ele ficava antigamente corria risco de desabamento, e fazia uma semana que ele tinha reaberto. Depois de circular um pouco lá por dentro, deu pra notar que ainda estava um tanto quanto desorganizado (apesar de sebo desorganizado ser pleonasmo =D), mas ainda assim consegui achar um Terry Pratchett novinho por R$ 10. Quando estávamos quase indo embora, o Frank me aparece com um livro na mão. “Olha, é do Knuth”. Meu queixo quase caiu no chão.

Não era nenhum volume do The Art of Programming, pois já seria pedir demais. Era uma edição em português do Concrete Mathematics, um livro que eu já tinha achado na biblioteca da USP e estava querendo comprar a tempos. O problema é que o original americano custa US$ 55.29 na Amazon, e meu bolso não aguenta uma compra dessas. Eu dei uma olhada e devolvi pro Frank, pensando que ele fosse levar, mas ele virou-se e foi recolocar ele no lugar.

- Peraí, tu não vai levar? – Disse eu.
- Não.
- ENTÃO DÁ AQUI QUE EU LEVO!

(Não foi tão gritado assim, mas quase =D). Fazia quase dois anos que ele estava lá, mas eu nunca tinha visto. Lição: Não pulem a seção de matemática só porque tem vários Lethoud lá.

Agora tenho que começar a fazer os exercícios, por enquanto só li o capítulo inicial. E obrigado mais uma vez, Frank! =D

I gave my heart to a simple chord

People worry about kids playing with guns, and teenagers watching violent videos; we are scared that some sort of culture of violence will take them over. Nobody worries about kids listening to thousands – literally thousands – of songs about broken hearts and rejection and pain and misery and loss. The unhappiest people I know, romantically speaking, are the ones who like pop music the most; and I don’t know whether pop music had caused this unhappiness, but I know that they’ve been listening to sad songs longer than they’ve been living the unhappy lives.

High Fidelity, by Nick Hornby.